QUANDO VOCÊ NÃO PERDOA, O PRISIONEIRO É VOCÊ.

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Nas últimas semanas, atendi um rapaz que me procurou para resolver uma questão relacionada à sua dificuldade de se conectar com pessoas, fazer amigos e criar vínculos emocionais mais profundos como um relacionamento amoroso.

Ele me relatou sentir esse bloqueio emocional desde criança e que só resolveu procurar ajuda profissional porque se percebeu perdendo o interesse em sair de casa, conhecer pessoas novas e trabalhar.

Ao perguntar sobre sua infância, era nítida sua dificuldade em falar sobre o assunto, mas esperei pacientemente até que ele encontrasse as palavras certas para expressar seus sentimentos.  

Ele contou que sua infância foi relativamente normal, mas se mostrou insatisfeito, frustrado e cheio de ressentimentos quando falou sobre o relacionamento com o pai.

Segundo ele, o pai pisava na sua autoestima, o menosprezava constantemente e nunca considerava suficiente todo o seu esforço para agradá-lo como filho.

Prosseguiu dizendo que, até os 10 anos de idade, tentou de tudo para ganhar o respeito dele, mas em troca, recebeu apenas mais desprezo. Parecia que seu pai odiava tudo o que ele fazia.

Nessa idade de 10 anos, ele desistiu de se relacionar com o pai e os dois não se falavam mais que o necessário mesmo morando juntos.

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Você consegue imaginar como é conviver com uma pessoa, vê-la todos os dias, almoçar na mesma mesa, mas agir como se ela não existisse?

Por um tempo, pelo menos no início, eles ainda se “falavam” discutindo e trocando ofensas, mas logo toda aquela raiva e frustração se transformaram em uma profunda indiferença entre os dois.

O pior de tudo é que aquela criança cresceu acreditando que “Não se apegar” era a melhor solução para não ser magoado pelas pessoas e reproduzia a atitude indiferente do seu pai com todos ao seu redor.

Essa crença ficou tão enraizada em seu subconsciente que agora ele queria namorar, se apegar, confiar em alguém, mas não conseguia porque ao menor sinal de conexões emocionais mais profundas, reprimia o sentimento e se afastava da pessoa.

Sua vida estava travada, era incapaz de seguir em frente, mas geralmente ninguém procura terapia quando tudo vai bem, não é? Nas sessões seguintes, conversei bastante com ele para ajudá-lo a se conhecer melhor e tratá-lo desse trauma.

Em um dado momento da terapia, ele se lembrou de uma situação muito desconfortável com o pai onde, aos 7 anos de idade, ele estava a lhe dizer coisas horríveis que o faziam sentir muita raiva.

O mais interessante é que nesse ponto da terapia, o jovem estava muito evoluído emocionalmente e de algum modo, enquanto lembrava-se daquela situação, parou de ouvir o que seu pai dizia e conseguiu entender o que seu pai sentia.

Quer saber o que o jovem viu no coração do seu pai? Ele viu solidão, medo do abandono, insegurança, angustia e uma total incapacidade de pedir e aceitar ajuda.

O rapaz começou a chorar enquanto conversávamos e relatou para mim o quanto a infância de seu pai também havia sido difícil e o quão complicado era para ele dar ao filho um amor que não recebera dos seus pais.

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Compreender os sentimentos do seu pai e colocar-se no lugar dele foi tudo que o jovem precisou para conseguir perdoá-lo e libertar-se de uma vez por todas do medo de se relacionar com pessoas.

Mais ou menos um mês após a terapia, foi o aniversário do seu pai e ele, pela primeira vez, conseguiu dar-lhe um abraço e agradecê-lo por todo carinho que lhe deu, mesmo de uma forma totalmente equivocada.

A sensação de liberdade é incrível, disse ele. Já não sente mais nenhum receio, inclusive está se relacionando amorosamente com uma pessoa que encontrou e a angustia que o acompanhava há 13 anos não existe mais.

Imagine só… 13 anos estagnado na vida por não conseguir perdoar, será que isso é justo? Como diria a escritura Lawana Blackwell, o perdão é um ato quase egoísta por causa dos imensos benefícios que trás para quem perdoar, ou seja, não perdoamos alguém para que ele fique bem, perdoamos para que possamos ficar bem, recuperar a nossa liberdade.

Ficar agarrado ao ressentimento é deixar alguém que você despreza viver na sua cabeça sem pagar aluguel. Enquanto houver mágoa no coração de uma pessoa, ela estará presa para sempre a quem lhe ofendeu.

A melhor maneira de começar a perdoar alguém é refletir sobre o que teria levado essa pessoa a agir de tal maneira. Talvez você descubra que ela também está perdida e que só age assim porque não conhece outro jeito de ser.

Se você se identificou com esse artigo e acredita que não consegue progredir na vida pessoal e profissional por causa de algo que te aconteceu na infância, recomendo procurar ajuda profissional na plataforma de Hipnoterapia On-line, SNAPTERAPIA, onde você encontra Hipnoterapeutas profissionais, muito éticos e responsáveis que podem auxiliar você a descobrir como reprogramar sua mente e viver melhor!

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Artigo produzido por Hipnose na Prática

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