PSICOLOGIA INFANTIL: NUNCA CHAME UMA CRIANÇA DE BURRA.

PSICOLOGIA INFANTIL: NUNCA CHAME UMA CRIANÇA DE BURRA.

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Conheço um rapaz que, na infância e adolescência, ia à escola todos os dias, mas enfrentava dificuldade em aprender o conteúdo de algumas matérias.

Seu pai tentava ajudá-lo com o dever de casa, mas não tinha paciência, acabava explodindo de raiva e gritando com o garoto, dizendo “Você não aprende! Já te falei que não é assim, você é muito burro, mas que garoto tapado!”.

Aquele adolescente se sentia muito constrangido com as palavras do pai, sentia medo, raiva, frustração, mas em todas às vezes guardava aqueles sentimentos apenas para si.

Com o passar do tempo e dos constrangimentos que o pai lhe fazia, o garoto começou a se sentir burro e tapado de verdade, sentia uma enorme dificuldade em aprender coisas novas e se tornou um adulto com bloqueios de aprendizagem.

Na terapia, ele descobriu que a origem do bloqueio estava no medo inconsciente de ser repreendido e chamado de burro se não conseguisse aprender algo.

O medo de parecer “tapado” impedia aquele jovem, agora um adulto, de evoluir na vida, adquirir novos conhecimentos e ter uma autoestima saudável.

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A psicologia adverte sobre o perigo de rotular pessoas, principalmente quando trata-se de crianças, veja o que diz a psicóloga Adriana Haasz, do Núcleo Criação, em São Paulo:

“Quando a gente rotula uma criança, termina olhando para ela sob esse prisma. Isso, de alguma maneira, lhe rouba a possibilidade de ser diferente, de ser visto pelos outros de modo diferente”.

Segundo Adriana, uma criança constrói sua identidade e desenvolve a percepção de si mesma por meio dos relacionamentos e interações com outras pessoas, portanto se alguém chamá-la de “burra”, facilmente acreditará nisso e se comportará de acordo, fazendo desse rótulo uma característica da sua identidade, a não ser que alguém lhe convença do contrário.

O problema fica mais sério quando a criança cresce e torna-se um adulto cheio de sentimentos de inferioridade, achando-se incapaz de realizar determinadas tarefas porque “alguém que é como ele é” não pode fazer coisas novas.

Talvez você conheça alguém que sofreu ou sofre esse tipo de constrangimento. Essa pessoa pode ser até mesmo você, mas é importante ressaltar que muitos pais não rotulam seus filhos por mal, apenas imitam o comportamento de antepassados.

Eles estão agindo como gravadores, simplesmente repassando para os filhos o que ouviram dos pais, passando adiante as crenças limitantes que estão na família há décadas.

É como um círculo vicioso, uma doença hereditária passada de pai para filho por meio de uma educação traumática, mas será que quem passou por isso deve se conformar?

É justamente aí que entra o auxílio de um terapeuta.

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Você lembra que mencionei no início do texto que o rapaz descobriu a origem do bloqueio psicológico durante uma sessão de terapia? Então, quando a pessoa toma consciência da origem do seu problema, o próximo passo é criar recursos para saná-lo.

Infelizmente estabelecer rótulos de identidade é como colocar no outro uma camisa de força difícil de rasgar, uma carapaça quase impenetrável, mas felizmente tudo na vida é mutável, estamos em constante mudança, nem as células do nosso corpo permanecem as mesmas a vida toda, por isso é totalmente possível remodelar nossa identidade e “ser” diferente.

Acredite, você pode ser o que quiser, não permita que ninguém te rotule e se você conhece algum pai/mãe que costuma tratar os filhos dessa maneira, compartilhe esse artigo com eles!

Algumas dicas muito úteis para evitar rotular crianças são:

– Não relacione atitude com identidade. Se seu filho mentir, isso não significa que ele é um mentiroso.

– Valorize as qualidade do seu filho, ninguém é bom em tudo. Parabenize-o pelos acertos também!

– Converse com a criança sobre suas dificuldade ao invés de classificá-la como “isso” ou “aquilo”.

– Se não souber lidar com a situação, leve-o a um terapeuta infantil.

Referência: Educar para crescer.

Artigo produzido por Hipnose na Prática

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